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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Livro: O Diário de Anne Frank - graphic novel

[isto não é uma resenha]
Hoje em dia, encontramos filmes e livros diversos que nos dão testemunhos do passado, podendo ser baseados em ideias da imaginação, ou verídicas. Pessoalmente, não desvalorizando as histórias imaginadas, quando sei que há algures uma história baseada em factos verídicos, o meu interesse aumenta exponencialmente.
O Diário de Anne Frank é um exemplo de uma obra que eu desejava ler há muito tempo, mas que nunca me atrevi a fazê-lo. Talvez por receio, por saber que a realidade expressa é dura, por saber que era esta a realidade de uma criança inocente, por saber que um diário é um confidente intimamente pessoal e privado... Talvez esse adiamento também possa ter sido por preguiça, por comodidade, por falta de extrema vontade/necessidade. Seja por que razão for, a verdade é que, até um certo ponto da minha vida, não fui capaz de buscar conhecimentos a respeito deste diário tão conhecido.
Gosto de visitar livrarias. Apesar de, atualmente, raramente comprar livros - a maioria dos que li são requisitados em bibliotecas ou oferecidos por familiares -, aprecio estar rodeada por eles (isto é um pouco estranho, não é?), mesmo que nunca os vá ler por inteiro, gosto de os folhear, ver as suas capas, ler sinopses e algumas páginas ao acaso. 
Foi numa destas ocasiões que me deparei pela primeira vez com esta novela gráfica (estilo banda desenhada) "O Diário de Anne Frank", autoria de Ari Folman David Polonsky

♦♦♦



Apesar de ter sido atraída, não o comprei. Não o comprei, e... A verdade é que me deparei novamente com ele, um exemplar novo, na biblioteca da escola..! Nesse instante, o meu mundo parou, e esqueçam lá a Química que tinha para estudar! Imediatamente comecei a folhear e ler páginas ao acaso, na presença de uma amiga (Joana), que também se interessou. Lemos algumas partes, e depois ela teve de ir embora. Acabei por fechar o livro e tentar fazer alguns exercícios que tinha deixado para trás. No dia seguinte, voltámos, e desta vez começamos por onde devíamos - ou seja, pelo início - e prosseguimos a leitura. Novamente, a Joana teve de se ir embora, e eu continuei. Fiquei presa ao enredo, queria saber o que aconteceria a todas as personagens no dia seguinte, e na semana depois, e no mês a seguir...!


Ainda não o completei, porque já era tarde e a biblioteca teve de fechar. Não sei se há algum limite de requisitar livros simultaneamente, mas preferi não o fazer, visto que tenho o Ano da Morte de Ricardo Reis em casa, ainda por terminar - mais de 4 meses a tentar concluir a leitura, sem sucesso, e com uma ficha de avaliação sobre o mesmo para a semana...
Enfim, estou ansiosa por voltar à escola e poder acabar de ler esta obra prima! As ilustrações são docemente contagiantes e retratam bem os sentimentos e factos transmitidos, para melhor interpretação do conteúdo.



► Está a ser, definitivamente, muito interessante. Todas as aventuras dentro do anexo secreto são de valorizar. A Anne é uma menina com ideais "muito à frente" (ideais esses que eu não imaginaria para alguém desta época, ainda menos para uma pessoa tão jovem). Para além de todos os perigos que enfrenta apenas por ser judia, ela tem os seus problemas da adolescência, pensamentos complicados e emoções difíceis de lidar. Há referências a depressão, sexualidade, ambiente familiar, opressão, os horrores vividos, ... 
Damos tantas coisas como garantidas, e essas coisas tão simples e básicas podem ser a sorte e felicidade plena de outros.



Uma das lições que estou a aprender com o livro é que procurar ser feliz observando a desgraça e pensando no sofrimento dos outros não é o melhor método. Ensina-nos que devemos olhar exclusivamente para nós próprios, e procurar o que há de bom interiormente, encontrando assim a nossa felicidade. Anne Frank mostra-nos isso, com todas as palavras, enquanto escreve para a querida amiga Kitty, a sua maior confidente (ou por outras palavras, o seu diário). 

► Passo a citar:
"  É nisto que eu e a Mamã somos muito diferentes.
O conselho dela face à melancolia é: «Pensa em todo o sofrimento que há no mundo e dá graças por não estares a passar por ele.» O meu conselho é: «Sai para a rua, vai ao campo, aprecia o sol e tudo o que a natureza tem para oferecer. Sai e tenta recapturar a felicidade que existe dentro de ti próprio; pensa em toda a beleza que há em ti e em tudo o que te rodeia, e sê feliz.»
Não acredito que o conselho da Mamã esteja certo, pois, se nos tornarmos parte do sofrimento, o que nos resta? Ficaríamos completamente perdidos. Pelo contrário, a beleza permanece, mesmo na desgraça. Se a procurarmos, descobrimos mais e mais felicidade e recuperamos o equilíbrio. Uma pessoa feliz transmite felicidade aos outros; uma pessoa que tem coragem e fé nunca morrerá na miséria! "




► Algumas outras citações:
"Pelo menos a Lua não tem religião" 
"O que é mais engraçado é que eu achava que a urina saía do clitóris"
Eu queria deixar esta ultima frase aqui, porque eu fiquei muito espantada ao ler isto. Fiquei espantada porque eu pensava precisamente o mesmo que ela, e na época em que descobri a realidade fiquei surpresa (não ao ponto de o escrever no meu diário, mas pronto, perceberam o impacto). A meu ver, isto não deveria ser nenhuma surpresa, muito menos para os donos do próprio corpo. Afinal, é o nosso corpo, e quem o deveria conhecer melhor? Acho que é de uma certa importância perceber a anatomia e como funciona o nosso organismo. Mesmo que não nos contem tudo diretamente, deveriam pelo menos permitir que cada um se descobrisse. Não acho que seja bom tentar esconder esse tipo de informação. Contudo, não ficamos unicamente pela descoberta da parte física, pois, no seu diário, Anne admite claramente que se sente imensamente atraída por mulheres. Estas partes do Diário de Anne Frank, onde ela começa a descobrir o seu corpo e sexualidade (convenhamos, como qualquer adolescente...), gera uma certa polémica no mundo (www e www). 




► Encontrei por aí um facto interessante. É possível observar Anne Frank, num vídeo de 20 segundos, alegre na janela do seu apartamento, durante o casamento dos seus vizinhos: www




E com isto me despeço, deixei a última ilustração da obra como a última imagem desta postagem.
Caso estejam curiosos e queiram saber mais sobre a incrível história desta menina e o seu diário, visitem este site oficial: www.

Beijinhos, Ani~


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