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sexta-feira, 27 de abril de 2018

Cai a primeira gota de água

Quero acreditar que ainda é possível,
mas o tempo é escasso e a mente é fraca... Pensamentos negativos invadem-me, e o corpo é movido a partir deles. Mais uma hora se ergue, e mais uma hora se perde. Deitada na cama, à espera que o tempo passe, ecoa a típica frase: "Luta pelos teus sonhos, se os queres realizar."




{...}


"Luta pelos teus sonhos, se os queres realizar."
(Como...? Se já sei que tudo me vai derrotar...)
"É necessário nadar contra a corrente, remar contra a maré".
(Para quê, se sei que eventualmente me vou afogar?).

E uma voz, infelizmente familiar, surge e grita rudemente:
"ACORDA PARA A VIDA!!! DESSA MANEIRA NÃO VAIS A LADO NENHUM!!" 
(Já ouvi o mesmo mil vezes... Chega... Não dá mais...)

Cai a primeira gota de água. E o redemoinho de água intensifica-se, e a chuva da tempestade chega. E os relâmpagos eletrizantes descem das nuvens carregadas de tristeza.
De cara enxarcada pela situação desesperada, desisto temporariamente de tentar, fecho os olhos, e, assim, deixo-me levar... Até que, ao abri-los, percebo que estou náufraga de uma ilha deserta, e o único caminho é voltar ao mar. Entre a espada e a parede, opto por ficar inerte.

Um ciclo sem fim, este, onde só tenho vontade de dormir
ou de chorar...
Por ser incapaz de mudar, incapaz de sentir que vale a pena me esforçar;
Por ser incapaz de aceitar este destino desistente ao qual me tenho transportado.
Insatisfeita por saber que nada estou a fazer... Contudo, igualmente insatisfeita por ser incapaz de ter força para me mover (Mesmo que a ação esteja ao meu alcance... )

(Tenho de carregar comigo as consequências dos meus atos...)
("Culpada, culpada!... Não peças mais desculpas, porque não estás perdoada.")




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