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sábado, 2 de janeiro de 2021

ano novo... sem vida nova

 feliz ano novo a todos, acho eu. espero que estejam em condições melhores...

não estou nada motivada, sinto-me desconectada de mim, do mundo, para mim hoje é dia 33 de dezembro e estou a desperdiçar todo o meu tempo descontente e insatisfeita sem ser capaz de me erguer. não ando com espírito de festividades. o natal foi o pior de sempre, e a passagem de ano também. não foi nada de jeito. crises existenciais e sei lá mais o quê. é muito vergonhoso admitir isto, mas nem sequer tenho feito as coisas mais básicas da vida. não tenho tomado banho. nem lavado os dentes. mais de metade do dia passo-o na cama. tenho exames a chegar em poucos dias e não fui capaz de fazer nada de estudos até agora. estou a sentir-me péssima desde que acordo até adormecer, tento relaxar para me sentir revigorada e começar a pôr mãos à obra mas só o pensamento de o fazer deixa-me mal. o medo de falhar, impede-me de sequer tentar. devia ser ao contrário, eu sei. mas esse medo não é apenas um medo, é praticamente uma certeza. é quase certo de que estou destinada a falhar. é praticamente uma verdade universal. estou demasiado pressionada. então só quero desistir, desaparecer, sei lá estou cansada de tudo. para que é que vou tentar? não quero voltar. não quero responsabilidades. não quero nada. quero sentir-me em paz. não dá quando tudo o que me rodeia são discussões ou pensamentos destrutivos. não acredito que já é 2021. nem sequer me apercebi de que de facto era 2020. é como se este ano tivesse sido um borrão. uma ilusão. um pesadelo. odiei. não sei quando começou, mas é como se ainda estivesse longe de terminar.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

blogues inativos

 fico um pouco triste quando vejo a quantidade de blogues inativos por aqui... mesmo inativos. fico triste. quem me dera saber se os donos estão mesmo bem. tudo muda... tenho saudades de quando tudo era mais simples. os tempos de ouro... só percebemos o bom que era quando acaba. é estranho porque antes tínhamos tantas amizades por aqui mas agora é raro sequer haver interações. o que é normal porque todos seguimos com as nossas vidas e há coisas que obviamente ficam para trás. mas é um pouco estranho na mesma.


domingo, 27 de dezembro de 2020

externalização interna partilhada de momentos excessiva

    Porque é que temos a necessidade de documentar tudo aquilo que estamos a passar e partilhar com o mundo ao momento? Porque é que quando estou mal sinto uma urgência em escrever no twitter e passar figuras tristes? Porque é que me vitimizo tanto como se os meus problemas fossem mais do que os dos outros? Porque é que não consigo presenciar um momento alegre sem ter que partilhar, ainda que ninguém queira saber? Porque é que quero parecer bem aos outros e fazê-los pensar que estou super na vida, tal como eles? Porque é que procuramos constantemente a validação dos outros? Porque é que a opinião deles, que no fundo não são ninguém, importa? Porque é que se não for no twitter, procuro o blogger, ou um diário, ou falar com alguém? Porque é que não dá para guardar para mim? Porque é que fiquei compulsiva em ter de externalizar os momentos piores/melhores? Expor-me desta forma quase automaticamente... Enquanto estou vulnerável e sujeita a que tudo piore. Estamos miseráveis, mas as aparências enganam à facilidade de um clique. Estamos a rir no teclado mas indiferentes do outro lado. Conversamos animadamente por mensagem enquanto estamos destruídos por dentro com cara de quem está a pensar na morte da bezerra. A pressão envolta nas redes sociais é estranha. Eventos sociais também. Estamos tão próximos e tão distantes. O que era suposto quebrar barreiras e atravessar oceanos em questões de segundos está a criá-las bem à frente do nosso nariz, ao nosso redor. De repente, já nem sei ter conversas cara-a-cara. Agora também não está fácil devido à pandemia. É verdade... Estamos a enfrentar uma pandemia. O que dificulta tudo. E ainda por cima, quase já nem sei ter conversas comigo própria. Sou apenas um mero espectador de um filme, onde eu nem sequer sou a protagonista da minha história.

    Não sei nada. Tudo é estranho. Tudo... Tudo me confunde e entristece. É tudo uma confusão. Nem sei dizer o que sinto. Porque é que já não consigo usufruir de nada? E porque é que isso me incomoda agora? Porque é que parece tudo tão vazio e sem sentido nenhum? 
    Este mês, depois de um evento crítico, decidi que não iria tweetar mais até 2021.  De facto, decidi que não ia mais ao twitter, que ia apagar/desativar a conta, mas esse projeto falhou completamente. No entanto, a verdade é que fui capaz de não tweetar, nem retweetar, desde 1 de dezembro. A única coisa que tenho feito é dar fav e salvar tweets, ou responder a outras pessoas. Não é o ideal, porque não consegui cortar este vício completamente, e sinto necessidade (mesmo) de ir lá olhar, mas melhorou bastante em comparação a antes. Ainda tenho de pensar melhor no que irei fazer no próximo ano, se darei continuidade e conseguirei aumentar o grau de limpeza psicológica de redes sociais ou se irei aliviar e voltar a tweetar, como tinha pensado no começo. O problema é que acho que me faz mal, mas também algum bem... Não sei é dizer se este bicho papão faz mais mal ou bem. Acho que os dois, dependendo do dia...  Mas estou mais inclinada para o primeiro, e é por isso que estou a tentar cortar essa ligação meio tóxica e fazer uma dieta.
    É uma relação complicada. Vamos ver.
- Ani

sábado, 26 de dezembro de 2020

Feliz Natal

Desejo do fundo do meu coração que todos tenham tido um Feliz Natal, mesmo com as dificuldades que vivemos nos dias de hoje, com a pandemia... Saúde.



Confesso que este ano tive tudo menos espírito natalício. Estive atolada de trabalhos para entregar até à véspera de natal, solidão, irritação, enfim, dias cinzentos trevosos. que raiva de toda a gente aqui. Só quero desaparecer. Não tem sido fácil. O dia começou muito mal. As coisas em família andam complicadas. Stress por todos os lados. Mas no fim, foi um bom jantar. E no dia seguinte veio o meu tio e a namorada almoçar connosco. Fizemos videochamada com muitos familiares que este ano não pudemos ver. Não foi assim tão mau como julguei que fosse. E apesar de tudo ainda tivemos muitos presentes debaixo da árvore, porque algumas pessoas enviaram por correio, ou entregaram antecipadamente.
Apesar de não receber mensagens de ninguém, porque obviamente a minha existencia já foi praticamente apagada da memória de todos, enviei um feliz natal para a maioria dos meus contactos. depois o telemóvel ficou louco com as notificações das respostas a agradecer por cortesia, ainda que algumas pessoas só tivessem visualizado e não dito nada. Entornei um cálice de vinho do porto na minha roupa e tive de trocar a meio da ceia. Mais coisas... Não há muito que se dizer. Acho que me vou candidatar a erasmus para o estágio de verão. mas ainda não sei o que vou fazer lá. também me chateei mais tarde com um amigo meu. o que me deixa triste, mas ele enfurece-me tanto às vezes. fico triste porque é das pessoas que eu tenho mais próxima e não é má pessoa mas está sempre a fazer comentários sexistas, machistas, misóginos, sabendo que eu odeio isso. ele faz pela piada mas para mim não tem piada nenhuma. então... irritei-me e fui meio rude e ele ficou magoado. mas eu acho que não estou errada então não lhe vou pedir desculpa pelo que fiz, talvez só pela maneira como o fiz... continuo a achar que tenho razão. isto já aconteceu várias vezes... meh. anyways. espero que esteja tudo bem com vocês.
Estou a tentar aproveitar os poucos dias antes do ano novo para depois me preparar para os exames... porém preciso de um descanso verdadeiro primeiro. quero paz. é dificil de o ter aqui em casa porque toda a gente discute aos berros diariamente. este sitio faz me mal as vezes. só quero fugir. enfim... Tenho bastantes coisas para organizar aqui em casa também... mas hoje não me apeteceu fazer nada. fiquei a ver grace e frankie, uma série que descobri há alguns dias/semanas. estou um bocado viciada ahhaha. fiz uma tosta mista para a minha avó. e foi isso... Não sei como é que o ano já está a acabar e ainda estou a processar fevereiro. Isto causa-me uma ansiedade desgraçada. Messed up. I hate it here. Há tanta coisa que eu gostava que fosse diferente. Já pensei em fazer uma lista de coisas para melhorar em 2021 mas provavelmente é melhor não fazer planos para não me desiludir de novo. Porque tudo só parece poder piorar. N~~ao sei. Eu quero mudar mas... Estou a tentar mudar desde que tenho 9 anos e parece ter sido ineficaz. Então se calhar é melhor acomodar-me. Ou meh. Mas agora é diferente. Ou deveria ser. Parece igual. Mas agora tenho os olhos deprimentes de uma pessoa a ficar sem esperanças a cada dia que passa. Ou seja, estou a tornar-me um adulto depressivo. daqueles tipos que eu sempre odiei. o que me deixa mais triste. ai ai... vou acabar sozinha a odiar-me num buraco para sempre. E wow consegui estragar um post de feliz natal. era para ser alegre... desculpem, podem ignorar esta segunda parte? à vontade. sei que é idiota. desnecessário. a minha vida não é assim tão má. não tenho o direito de me sentir assim e de falar assim. mas é assim que me sinto. sinto muito.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

looking at people

Looking at random people. Fascinates me. I love how most people have their unique style and way of expressing themselves by how they look and how there's so many different fashion ages mixing together in the present. Children, adults, elders. Even birds, dogs, cats, other animals. Plants, trees, flowers. Butterflies. Sun, clouds, rain, rainbows, stars. I love how people seem happy and are simply living their lives unaware that i am seeing them. I'm watching a movie in real life. I'm just observant. I'm not part of it. Probably never will. Our destinies will never meet. No matter how cool i think you are, i will never have the chance to tell you. Maybe the chances are for us to create, maybe i let millions of chances (that i could take) disappear every single second. I might even never see you again. That was it. You're gone now. I'm alone, like i always was and never stopped being. I'm standing there, sit down. You keep walking. Everyone passes by but no one seems to stay. In truth, no one seems to notice me. I'm just a stranger. I'm basically invisible, out of place, out of space and time. Like i don't even exist. My existance is not relevant. Which makes me depressed. I enjoy seeing people happy and confident, proud of themselves, hanging and talking with their friends. But then i look deep down to myself and remember i will never be like that. Which makes me sad, honestly. Maybe i am a little jealous, because I secretly wish i could be a part of it too.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

clue

To odiando a nova interface do clue, antes era tão mais prático, simples e a análise era ótima, eu amava, era perfeito, mas agora é uma confusão! As funcionalidades mais úteis ou são pagas ou não são fáceis de comparar. Assim nem dá vontade de controlar os sintomas. A monitorização deveria ter em vista a finalidade de comparar entre meses, mas já nem aparece aqueles tracinhos que ligavam pontos frequentes na mesma posição... E agora ficam todos amontoados, não dá para ver os meses de um modo geral. Prefiro ter uma visão minimalista e se eu quiser detalhes só se eu selecionar especificamente. Quem me dera voltar para antes das atualizações de alguns meses atrás. Não gostei... Só não desinstalo porque costuma acertar nas datas, sendo que uso desde 2017 e tem lá muitos dados meus ao longo do tempo... Pode ser que um dia melhore. Quem me dera que voltasse a ser como antes. Desabafo que eu tenho aqui ruminando faz um tempão mas só agora decidi escrever num modo de tentar me distrair e ver se adormeço de um jeito mais calmo sei lá... É curioso que ainda tenho um rascunho desde uns 3 anos atrás com uma descrição detalhada da APP e do quanto eu recomendava mas desta maneira é mesmo para nunca publicar.
02'02

domingo, 1 de novembro de 2020

o halloween e todos os santos


Olha que bom, coloquei uma imagem gif para variar um pouco. 

Então o Halloween foi ontem. Ah, nem me lembrei devidamente. Espero que tenham tido um dia feliz! Foi o aniversário da minha mãe, mas não fizemos nada de especial para comemorar, ao contrário dos outros anos. O meu irmão não conseguiu arranjar uma abóbora para decorar e colocar no portão. O meu pai praticamente nem esteve em casa porque teve uns assuntos e emprego, ou seja, não almoçou nem jantou connosco, acho que nem sequer viu a minha mãe, porque quando ela sai de casa cedo, ele ainda dorme. É complicado, ele também trabalha de noite, mas deixou um presente para ela. Hoje, domingo, será então o almoço de aniversário, até deixamos o bolo para comer hoje. Da minha parte, ontem tive um trabalho que me consumiu o dia inteiro, apesar de não ter feito quase nada além de chorar e não querer ver ninguém. Adormeci por volta das 20:00h depois de uma "crisezinha" que começou ainda durante a chamada de grupo do trabalho (felizmente mutei o microfone e também ninguém em casa percebeu...). Acordaram-me mais ou menos 1h depois para irmos jantar. Acordei mais bem disposta, não como se absolutamente nada tivesse acontecido antes, mas melhor. E assim pude disfrutar de algums momentos em família e até deitei a cabeça no colo da minha mãe por uns minutos. Hoje é dia de todos os santos por aqui, é feriado, mas é sábado. E estamos confinados a ficar dentro dos nossos concelhos por ordens superiores. Seria o aniversário do meu tio em 2 dias, e a vovó queria visitar o cemitério da aldeia, mas com as restrições recentes, não podemos. A minha mãe também queria ir à terra dela ver os meus outros avós, igualmente no cemitério. Então, é... Estou meio melancólica e ultimamente os dias não tem gosto de nada. É como se o tempo estivesse parado desde lá para fevereiro, apesar de tudo continuar em andamento e me consumindo demais. Mas vamos andando um dia de cada vez, bons ou maus, mas vai-se andando. 

> E vocês? Como está a ser o vosso fim de semana?

Abraços -Ani

sábado, 31 de outubro de 2020

even the little things can destroy massively

Parece que eu só venho aqui quando as coisas estão tão ruins ao ponto de não ter mais lugar nenhum para onde ir. Às vezes parece que já nada me dá gosto. Escondida na cama,  oculta pelos lençóis, cara na almofada, porta fechada, sozinha. ninguém online, ninguém com quem eu possa falar sem me sentir pior. sem energia para pegar num livro, num papel ou numa caneta. sem conseguir pensar em mais nada, muito menos de positivo. isolada nos meus piores pensamentos ruminantes, desesperada por saber que não os devia ter mas não os conseguir evitar. acumulá-los nunca é boa ideia. olho para um ecrã luminoso horas a fim, sem nada ver, sem saber o que fazer, ninguém para conversar, ansiedade crescente com apenas o tempo a passar, estando em cada segundo desconfortável e prestes a quebrar... quebrar ainda mais todas as partes de mim já previamente quebradas. e explodir. distrair. chorar. dormir. reações em cadeia de cascata, originadas por uma ação infinitesimal. então de repente lembro-me que tenho a aplicação do blogger. e de repente, estou aqui. como num ciclo periódico que se repete a cada X unidades de tempo.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

como assim breaking the habit

How to break an habit ?
Como quebrar um hábito ?
Cansada destes pensamentos cíclicos que não me deixam sossegar nem por apenas 1 minuto. Mas como é que eu os posso controlar? São automáticos, inconscientes, chatos. Instalaram-se os macaquinhos na minha cabeça ao longo dos anos e nunca mais saíram. Se tento tirar um, vem logo outro pior a saltitar. E sugam a vitalidade da minha alma. Apenas fico assim, a apanhar pó e lágrimas à mistura. É possível reverter a situação? Honestamente a esta altura do campeonato não me parece...
Estava só aqui a remoer pensamentos, porque não consigo dormir. É meia noite. Pelo menos deu para me distrair um bocado a escrever isto. Há muita coisa que tem acontecido ultimamente. Mas não me apetece falar sobre isso agora... Pois fico incerta de como abordar certos assuntos. São tão importantes que me escapam as palavras mais formalmente sérias. Têm sido dias cansativos. Não sei. Para variar o famoso "não sei" também é integrante do grupo dos pensamentos cíclicos a evitar. Digo uma afirmação e depois acrescento "não sei" porque obviamente a minha opinião e raciocínio "provavelmente são cheios de falhas", tendo em conta que "tudo o que vem de mim é mau" ou no mínimo "nunca é bom, não o suficiente". A insegurança de estar errada ou de ir contra a forma de pensar do outro faz-me recuar. "Pois não sei, deves ter razão. Desculpa". O "desculpa" é outro igual. Extremamente irritante. Desculpa, desculpa, desculpa. Tantas desculpas para quê? Mas se não digo, mesmo que sem motivos a cada 5 minutos, sinto-me péssima e tudo fica pesado. Enfim. "Odeio-me", mais um típico exemplo. E se formos continuando nunca mais saímos daqui... Tenho exame amanhã... Boa noite.

terça-feira, 2 de junho de 2020

tudo está

dificil
pesado
caótico

sexta-feira, 27 de março de 2020

relativamente a aulas à distância

confesso que tem sido um pouco estranho adaptar-me a esta ideia de estudar em casa. para mim, na maioria das ocasiões "casa" tornou-se um espaço de descanso. tem sido difícil mentalizar-me que não estou em pausa lectiva, que tenho aulas em vídeo para por em dia e exercícios para fazer. o computador é uma tentação, redes sociais, vídeos do youtube e jogos... mas neste momento o computador é o meu único meio de estar em contacto com a faculdade e o trabalho. tenho de começar a adaptar-me, e rápido... ou então vai correr mal. o "trabalho de casa" já não é um exercício que eu despacho e já posso relaxar o resto do dia... ou um relatório que eu faço e entrego e fica concluído. o trabalho de casa agora é uma constante que deve durar o dia inteiro, a semana inteira.
não está a ser nada bom... tenho receio de que falhe a tudo. tenho saudades das aulas presenciais e de ir para casa ao fim do dia. apesar de também estar sempre a reclamar das circunstâncias da normalidade, parece que só percebemos que uma coisa é boa no momento em que a perdemos. até apenas o facto de estar em casa... antes eu preferia não sair nem nada... mas agora que realmente *não posso*, já estou farta de aqui estar.  só me apetece estar com pessoas e ir a um café conversar (sabe-se lá sobre o quê e conversar com quem porque efetivamente praticamente não tenho amigos). queria conhecer pessoas novas, ir estudar para uma biblioteca, ir passear, sei lá. mas estou confinada a ficar em casa por uma questão de saúde pública e tenho o semestre arruinado.
ainda assim, não é tão mau quanto ir para a guerra... como faziam nos tempos dos nossos avós. e, agora, estamos a protegê-los ao mesmo tempo que nos protegemos. estas medidas são muito importantes, não as tomem de ânimo leve... tenham consciência do que fazem e, por favor, cumpram com as regras de segurança preventiva. por vocês e, especialmente, pelo próximo.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

o sono que foge de mim

Ultimamente ando com dificuldades em adormecer. Fecho os olhos e inevitavelmente preocupa-me especialmente o dia seguinte, ou aquela ação do passado longínquo da qual me arrependo, ou alguma tragédia em geral. Não sei o que faça, já tentei de tudo. E fico horas ali, deitada na cama, com um desconforto interno de largas proporções e pesado. Muito pesado mesmo. Às vezes choro. Outras vezes, apenas afundo devido ao peso do meu peito, que continua a cair num poço de águas fundas. Parece que estará prestes a ser arrancado de mim mas não se desprende, funcionando como uma âncora inapropriada aos limites físicos do barco, que foi lançada ao oceano... Ainda que o meu corpo esteja exausto, o sono esvai-se em segundos e a mente não para de causar dano ativo. Somando pontinhos à desgraça, após algum tempo começo a entrar em paranoia porque não consigo dormir e, de facto, é uma necessidade. Eu preciso de dormir. Ou não irei conseguir acordar a tempo e bem disposta para enfrentar um novo dia. Eu literalmente preciso de dormir ou não consigo ir às aulas... Nem me levantar da cama antes da hora de almoço. Fico num caos profundo. A noite é caótica. Como se não bastassem os dias já o serem, a noite não fica atrás na competição. Gostaria de ter um momento de verdadeiro descanso enquanto vivo diariamente... Por ora, parece-me uma ideia deveras utópica.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

esta é uma daquelas vezes

Às vezes odeio-me. Muitas vezes. Quase sempre. Esta é uma dessas vezes. E sinto como se simplesmente devesse desaparecer. Anular a minha existência completamente. Assim seria melhor para toda a gente. É irritante. Que raiva de mim. Que raiva de tudo o que está a acontecer. De tudo o que está a ruir e não pára de ficar pior. É chato. É frustrante. É triste. Quero chorar. Odeio as circunstâncias em que estou inserida. Parece que nunca melhora. E efetivamente não, antes pelo contrário. Há casos piores. E há. E tal fica comprovado porque quando acho que um problema é mau, surge logo outro terrível. E depois, um mais horrível que o prévio. O meu estado é este, uma tempestade. Num copo de água...? Diria numa piscina. Realmente devo ser uma pessoa bastante ingrata e desprezível. Existem tempestades do tamanho de oceanos. Mas porque é que temos de comparar? Para mim, tudo isto é demasiado. Que pessoa fútil e fraca. Odeio-me. ODEIO. Mas no fundo será que odeio mesmo... Às vezes acho verdadeiramente que sim. Às vezes...

sábado, 11 de janeiro de 2020

os primeiros 10 dias de 2020

Olá a todos os que estão a ler estas palavras,
Antes de avançar, espero que todos tenham tido umas ótimas festas e entrado em 2020 de forma positiva. Desejo que este novo ano (bem como a nova década) vos surpreenda de forma fantástica.

Hoje é dia 11. Quando comecei a escrever o conteúdo desta postagem diariamente nos rascunhos, não planeava publicá-lo. Era só para ter um registo pessoal dos meus dias, e talvez depois copiar para o papel no género de um diário. Mas o tempo foi passando e agora tenho preguiça... Porque não? Assim também aproveito e quebro um pouquinho a infeliz inactividade do blogue.

Confesso que estes dias não têm sido muito agradáveis. De um modo geral, estou assim há muito tempo. Às vezes há um dia ou outro melhor, contudo definitivamente não acho que sejam a maioria, e o peso que cada momento mau tem em mim é muito superior ao de um dia bom. As festividades, em especial o Natal, não foram sentidas como de costume. Na verdade, nada está como de costume. Sinto que não sou eu própria, sinto que não sou ninguém. Sinto-me vazia, inútil, desnecessária, ... por aí em diante. Não queria maçar-vos com esta negatividade toda, mas agora comecei a escrever e a escrever... Não sei o que esperava, talvez um milagre. "Magia natalícia", "Ano novo vida nova"... Pois... Não aconteceu. E quanto mais o tempo avança mais receio eu tenho do que virá a seguir. A década passada ficou marcada pela minha adolescência - o seu começo, e também o seu fim (custou-me imenso escrever isto). A próxima, é incrivelmente assustadora. Sei que todas são, e cada uma mais assustadora que a outra. Ainda assim, é incrivelmente assustadora. Não me sinto preparada. Nunca senti. Já nem para a adolescência me sentia preparada. Quando era uma adolescente sentia-me criança, e agora que estou a tornar-me adulta ainda estou a dar passos de adolescente. Talvez eu só esteja com um atraso relativamente a todos os outros humanos... Sinto que não vivi tudo. Mas sinto que agora também já não poderei viver o que quero viver. Não sei onde pretendo chegar com esta reflexão. Não sei quem sou, não sei o que quero, não sei de onde venho nem para onde vou. Estou perdida. Como sempre estive. Algumas pessoas dizem que mudei, para pior. Eu também acho. Já nem me reconheço, se é que alguma vez me reconheci.

Acho um pouco ingrato "pintar um dia" com apenas uma cor. Para mim, os dias tem imensas cores. Só porque um defini um dia como "melhor", não quer dizer que não tenha tido partes más. Então é isso.

domingo, 15 de dezembro de 2019

Sou feita de protótipos

Aos pouquinhos tudo se vai compor.

Às vezes é necessário um empurrãozinho, mas percebi que se quero isto ou aquilo, tenho que tomar uma atitude.

Já a estou a tomar. Agora, há que continuar.

Se quero uma mudança, tenho que mudar. Mudar sendo eu.

Aprender. Evoluir.

Mudar não significa transformar-me em alguém que não sou.

Não significa esquecer quem fui.

Neste caso, significará abrir portas, construir portas, e deixar entrar por essas portas aquilo a que chamarei um dos incontáveis protótipos daquilo que será uma melhor versão de mim.

Um passo adiante.

Não há problema em recuar, porque um recuo pode sempre tornar-se parte do processo de avançar. Por vezes tropeçamos e caímos.

Independentemente do tempo que demorar, independentemente do tempo que faltar.

Há que lutar. Há que tentar. Falhar. Tentar de novo. Lidar com os erros e seguir.

Erguemo-nos.

Um novo dia.

Um novo começo.

Um novo protótipo aprimorado que tem em conta todos os anteriores.

Um novo eu, sendo eu.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Reflexão sobre expectativas

A vida não tem sido como esperava. E eu, mesmo sendo considerada uma pessoa com poucas expetativas, acabo por ter tantas. Tantas expetativas com as quais não contava, tão imperceptíveis, mas que se fazem notar quando não se concretizam. Fazem-se notar naquilo a que denominamos por desilusão. E eu estou bastante desiludida. 

Sendo a desilusão a consequência de expetativas não realizadas,  concluo assim que estão presentes em mim bastantes expetativas.

Estou desiludida comigo própria. Com o rumo que tenho tomado. Desiludida com os acasos envolventes dos quais não tenho qualquer fator decisivo. Desiludida com os outros. Desiludida com as minhas respostas a todos os acasos e não acasos, pois, afinal, suponho que tenho total controlo sobre as minhas ações, quando voluntárias, e eu posso decidir o que fazer perante cada situação. Não sei por onde vou, não sei para onde quero ir. Mas talvez consiga ver para onde não quero ir. Diria que é um ponto de partida.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

What are we made of

Everything is just a matter of time.
Meanwhile, both my hopes and fears colide.
And explode.
Vanishing into ashes.
Like everything in this world.
Like us.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Até quando permanecerei perdida?

Já não me recordo de como é a sensação de passar um dia sem estar constantemente cansada e preocupada com as circunstâncias quotidianas ou excepcionais.

Se é porque não dormi, é porque não dormi, se é porque dormi, dormi demais, de menos, uma posição desconfortável, ruído exterior, noites atribuladas de pesadelos e mau dispor. Se é porque comi, fiquei mal disposta, ora se é porque não comi, tenho fome e fraqueza. Se é porque estudei, estudei pouco, se é porque não estudei, então devia ter estudado.

Que mais direi quanto a passar um dia sem me sentir triste, sem verter lágrimas acumuladas de dias relenos de tudo e nada? Sobre não me sentir um fardo, um empecilho, um intruso, substituível, desnecessário, fútil, insuficiente, inútil. Sobre não precisar de me ir esconder horas a fio num qualquer compartimento isolado, quer esteja em casa ou num espaço público, a fim de deixar os mares acalmarem e a tempestade passar.

Que mais direi sobre conseguir genuinamente sorrir sem ponderar que rapidamente esse momento irá acabar, sem ter de forçar os músculos labiais, sem ter apenas de o aguentar uns segundos, minutos, horas, dias, rir sem achar piada, sem me atormentar com a questão incessável de se as pessoas ao meu redor vão reparar que as minhas expressões são falsas?

E são falsas, sim, mas desde quando? Quando foi que o abismo começou? Quando me tornei assim? Quem é a pessoa que sou eu? Quando foi que deixei de me reconhecer? Por quanto tempo mais continuará a avalanche?

Até quando? Até quando permanecerei neste estado onde não consigo encontrar bem-estar, onde não consigo ter nenhuma motivação viável mesmo depois de tanto tentar ao ponto de me esgotar, onde não consigo relaxar, onde não consigo deixar de sentir tristeza e culpa, onde minto e escondo por não confiar, onde me odeio, onde me perdi, onde não consigo ser eu própria, encontrar paz de alma e me sentir feliz?

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Why are we here

Why are we being sent to this world,
What's the purpose of being alive?
We born
Grow up
Some reproduce
and then
we all die miserably.

sábado, 5 de outubro de 2019

A primeira semana de outubro

A primeira semana deste outubro tem sido uma mistura excessiva de altos e baixos. Estou cansada. Ora tenho tido momentos muito bons, ora tenho tido momentos muito maus. Cada dia é um novo começo, tenho me esforçado por ser melhor do que no dia anterior mas sem grande sucesso. O que me leva a uma montanha russa de emoções.
Na verdade, tem sido assim desde setembro. Desde que as aulas começaram. Estou a lutar para que o que aconteceu no ano passado não se repita, mas está a ser mais difícil do que o esperado.
As aulas ainda não tinham iniciado e eu já estava em pânico com o que se avizinhava. Adicionalmente, faltei nos primeiros dias por causa do exame de condução - ao qual, estranha mas felizmente, fui aprovada (Sim!! É verdade!!! As estradas são mais perigosas agora que ando à solta. Tomem cuidado!).
Mas a primeira semana de outubro foi especialmente intensa (e sei que se aproximam temporadas piores).

ו∆•∆•∆•×

Discuti várias vezes com a minha avó. Já não sei lidar com ela. Tenho me esforçado tanto mas ela ou não me ouve ou tem sempre reações exageradas - exemplo: começar a chorar. O problema é que eu nem sei se considero as nossas conversas como discussões. Eu costumava discutir muito com os meus pais, e era péssimo. Com ela nem sequer chego perto disso. Às vezes estou a tentar falar normalmente e ela interpreta-me mal. Eu não entendo. Ela é um anjo de pessoa e eu sinto-me horrível por isto. Acho que a idade não perdoa... Todos os dias as mesmas complicações.

∆×∆×∆

Rejeitei romanticamente um dos meus melhores amigos depois de nos termos envolvido fisicamente pelo calor do momento.
Noutro dia fomos almoçar a um chinês, que por sua vez tinha um atendimento excelente e foi delicioso (e, espantem: foi bem barato para o serviço!!). Penso que conseguimos manter a amizade e estou contente por isso.

∆×∆×∆

Fui almoçar com a Maria e a Marta. Conheci a Sabrina, uma amiga de curso da Maria. Ela é muito fixe.

∆×∆×∆

Todos os dias acordei relativamente motivada mas apesar dos meus esforços as coisas não estão a andar tão bem como parecem. Na quarta-feira fui invadida por um desespero enorme, saí de uma aula a correr para a casa de banho chorar e fiquei lá durante mais ou menos uma hora até ter conseguido recompor-me minimamente para ser capaz de ganhar coragem e sair. As paredes da casa de banho tinham mensagens de outras pessoas que me fizeram querer chorar mais. Gostava de conhecer essas pessoas e de perguntar como estão agora. Quem sabe, abraçá-las e chorar com elas em conjunto. Coisas deste género já tem acontecido mais vezes... Não foi a primeira vez e provavelmente não será a última.

∆×∆×∆

Na quinta fui dormir a casa da Maria, Marta, Bruno e Rui. Estou muito contente pela Marta que finalmente entrou na faculdade depois de enfrentar tantos problemas (como por exemplo: ter feito exames de ciências depois de ter acabado o secundário em humanidades e a oposição dos pais ao ingresso dela no ensino superior). Também estou orgulhosa do Rui, que teve a coragem de desistir daquele curso logo no começo e parou um ano para trabalhar, e agora está a estudar aquilo que realmente o fascina. Quem me dera ter a coragem que eles tiveram.
Foi muito bom estar rodeada de pessoas amigas em quem posso confiar.

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Estou feliz por ter a Diana ao meu lado todos os dias da semana, ela é, provavelmente, a minha única amiga dentro do meu curso. É completamente diferente enfrentar os dias sozinha do que com alguém que nos compreende ao nosso lado. Ao lado dos meus outros colegas sinto-me inteiramente deslocada e com a sensação de que não pertenço ali nem me encaixo em nenhum dos grupos... Dá-me vontade de ir embora e desistir. Ao mesmo tempo, sinto-me triste por sentir que não encaixo em lado nenhum e que sou um falhanço. Às vezes gostava de ser mais como eles.

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Já há testes e trabalhos à vista e estou a ficar com muito medo e a sentir que não estou a conseguir acompanhar tudo. Não quero voltar ao mesmo estado do ano passado. Não quero...

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Conversei algumas vezes com a minha mentoranda, a Daniela. Ela é muito fixe. Também almoçamos juntas um dia destes, fomos comer massa no mesmo sinto a que o meu mentor me levou no ano passado, ela disse que adorou e que para o ano se ela tiver um mentorando irá fazer o mesmo e assim criamos uma tradição de mentores. O peddy paper que fizemos juntas há umas semanas foi muito fixe para nos conhecermos melhor.

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Tive também o primeiro acampamento deste ano letivo dos escuteiros. O Antonio já não é o nosso chefe... Foi o primeiro contacto com os novos chefes. Espero que corra tudo bem... No entanto, quem faz o clã somos nós. Decerto que dependerá das nossas ações como caminheiros. Por falar nisso, inscrevi-me num acampamento onde vamos fazer serviço comunitário em instituições como voluntários. Estou ansiosa, acho que vai ser giro.

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Para além disto, a minha mãe telefonou-me ontem... Com notícias nada boas. A minha outra avó foi internada no hospital e ainda não nos conseguiram explicar o que se passa. Para além disto, a minha mãe foi assaltada. Alguém entrou na loja e levou o dinheiro todo enquanto ela atendia clientes numa área de pouca visibilidade para a caixa... E nós já estamos a enfrentar dificuldades suficientes... Só espero que o dinheiro tenha um fim bom e não seja apenas para drogas, tabaco ou álcool. Espero que o ladrão tenha essa decência. Porque os meus pais fazem sacrifícios enormes por nós, literalmente trabalham noite e dia para nos tentar sustentar e mesmo assim não está a ser suficiente. É um trabalho ingrato.
E enquanto isso eu vou-me sentindo horrível porque só lhes dou despesas e sinto-me cada vez mais um caso perdido.

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Estou neste momento no comboio que me levará de volta a casa durante o fim de semana... Estou ansiosa por voltar e poder abraçar todos. Tenho também saudades do Rafa (o meu cão). Mal posso esperar !
Amanhã, domingo, será dia de eleições. É estranho pensar que já posso exercer o direito ao voto. Depois disso, voltarei para Lisboa e uma nova semana começará.

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Só desejo que as situações más melhorem... Tanto para mim, como para vocês.

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A todos um ótimo outubro e tudo de bom!

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